Semana da Leitura - Encontro com Escritores
Como habitualmente, agendamos para a Semana da Leitura encontros com escritores, como forma de motivar os alunos para a leitura e o desenvolvimento de várias literacias. Por motivos logísticos, ligados à disponibilidade dos escritores, à ocupação dos espaços e disponibilidade dos mesmos e à necessidade de não interrupção das atividades letivas, os encontros foram espaçados no tempo e continuaram a desenrolar-se no 3.º período, após a semana da leitura.
CARLOS VIEIRA
Para os alunos do 6.º ano, esteve entre nós, no dia 15 de abril, o jovem escritor de murtoseiro, autor do livro de “Sonhos no Papel”, Carlos Vieira. Este livro de despertou o interesse dos nossos alunos, que questionaram o escritor sobre as suas motivações para escrever e o que o inspirou. A sessão de correu de forma descontraída e interativa, tendo vários alunos participado em propostas realizadas pelo autor.
FERNANDO MENDONÇA
No dia 22 de abril, esteve entre nós o escritor Fernando Mendonça, também originário do distrito de Aveiro (Estarreja). Estiveram presentes alunos dos 5.º ano de escolaridade.
A sessão do encontro decorreu em ambiente de bastante informalidade, tendo o escritor falado da importância da escrita na sua vida e, também, das suas motivações para começar a escrever para jovens. Apresentou um power point sugestivo e esclarecedor sobre a temática. Referiu-se, por outro lado, a alguns livros e leituras que marcaram a sua vida, especialmente em idade próxima daquela dos seus interlocutores. Finalizou-se a sessão com os alunos a questionar o escritor sobre aspetos da sua vida literária e, também, da sua biografia pessoal.
AFONSO CRUZ
No dia 3 de maio realizou-se o encontro com o escritor Afonso Cruz, destinado a alunos do 9.º ano e do Ensino Secundário. Natural da Figueira da Foz e atualmente a residir no Alentejo, é um criador multifacetado que espalha o seu talento pela escrita, pela ilustração, pelo cinema e pela música. Escreveu mais de uma dezena de obras, alguns deles com títulos apelativos e “provocadores” (tendo ilustrado várias dezenas de obras suas e de outros escritores muito conceituados no panorama da literatura infanto-juvenil). Quase todas as suas obras estão disponíveis na BEPAMF, algumas delas premiadas nacional e internacionalmente.
Faz parte também da banda Soaked Lamb, que atua em Portugal e no estrangeiro, criadora de sucessos como “A Flor e o Espinho”.
As sessões decorreram de forma muito interessante e interessada, quer pela motivação e preparação dos alunos quer pela postura do autor e pela forma como comunicava com eles. Iniciaram-se com duas alunas (Jéssica Cunha e Marta Silva) a declamarem pensamentos da obra do autor “O Livro do Ano” e encerram com a aluna Mónica Figueiredo e o professor Carlos Couras a “provocar” o autor com um momento musical para que ele nos brindasse com uma melodia que o marcasse musicalmente. Foi desta forma, com o autor a mostrar a sua faceta de músico que encerraram ambas as sessões. Antes deste momento musical, ocorreram momentos em que os alunos questionaram interessadamente o autor sobre aspetos da sua obra. Perante a curiosidade demonstrada pelos alunos, o tempo mostrou-se manifestamente insuficiente, tendo-se as sessões prolongado muito para além do previsto.
A BEPAMF agradece à Câmara Municipal da Murtosa o apoio prestado que permitiu à escola custear a vinda deste escritor à Murtosa, vinda esta que foi muito gratificante para os alunos que tiveram o privilégio de contactar com ele.
ALEXANDRE HONRADO
O último escritor a visitar-nos, este ano letivo, foi o escritor Alexandre Honrado. No dia 15 de maio, com ele encontraram-se alunos dos 7.º e 8.º anos de escolaridade, em duas sessões que se iniciaram com uma pequena dramatização a cargo de duas alunas do Clube de Teatro. A Marisa Oliveira e a Alice Rebelo fizeram uma pequena dramatização de um excerto da obra “Uma Argola no Umbigo” de Alexandre Honrado.
Após uma exposição pelo autor de alguns dados biobliográficos e de como a escrita desempenha um papel relevante na sua vida, em cada uma das sessões seguiram-se períodos de perguntas e respostas, que “souberam a pouco” (uma vez que o tempo disponível para o autor responder se manifestou insuficiente).
