SÃO PAIO 2011. CUMPRIU-SE A TRADIÇÃO.
Na semana de 8 de Setembro, não só os Murtoseiros e um pouco de toda a Região de Aveiro rumam à Torreira, mas, cada vez mais, gente nova, um pouco de todo o País, já faz o mesmo de alguns anos a esta parte.
O Povo junta-se e, pela avenida central (Hintze Ribeiro), para baixo e para cima, vai olhando as barracas dos feirantes, fazendo paragens estratégicas de acordo com as necessidades do momento, ou as ofertas de negócio irresistíveis, quer pela atractividade do produto ou pelo preço convidativo.
A Praça da Varina, a marginal do mar, os espaços no areal ocupados pelos bares de praia e a marginal da Ria, a que se somam, em menor escala, todos os arruamentos, são espaços privilegiados de passagem, estadia e encontro das pessoas que, em ambiente festivo, dão largas ao seu lado social e lúdico.
As habitações, o Parque de Campismo, os estabelecimentos de alojamento e o “campismo nos espaços mais a jeito” albergam e dão guarida àqueles que, apesar do barulho da música e da movimentação das pessoas durante toda a noite (neste particular, concentrado na zona da beira-mar), por querer uns e por não terem outro remédio outros, escolhem e elegem a Romaria do S. Paio como um evento a não perder.
São milhares de almas, a que se juntam muitas outras, vindas, dia-a-dia, de automóvel, as quais, apesar dos incómodos e das dificuldades das filas de trânsito e de estacionamento, repetem, anualmente, a “via-sacra” de estarem presentes no S. Paio, dando de barato alguns momentos de desânimo, pois o apelo da Festa é mais forte que “a razão”.
Chegamos mais um ano ao fim, com tudo a correr bem, dentro da normalidade.
Claro que, os “Velhos da Murtosa”, a maioria das vezes “moralistas” e “conselheiros” que nada fazem de útil para o bem dos outros, que se danam com o sucesso alheio, só verão problemas de difícil ou impossível resolução, por culpa, naturalmente, de quem trabalha, de que dedica parte da sua vida ao serviço dos outros.
Assim, os excessos alcoólicos, negativos sem dúvida, parece que nada têm a ver com a venda desenfreada de comerciantes e oportunistas que, sem critério, vendem bebida a quem não o deveriam/podiam fazer; que o lixo não se deve, em grande parte, a falta de civismo; que o cartaz/programa só não é melhor porque os Murtoseiros não dão dinheiro para a Festa; que o Fogo da Ria viu-se mal devido ao facto de quem manda não ter tomado as devidas providências contra o tempo …
O rosário de observações/lamentações não se fica por aqui, sendo directamente proporcional à inactividade dos seus mentores, que, desta forma, ocupam o seu tempo, ou parte do mesmo.
Claro que há muito a fazer e a melhorar. Todavia, essa tarefa é mais árdua, mais discreta, contando com a cooperação e a colaboração da esmagadora maioria das pessoas que, verdadeiramente, estão empenhadas e interessadas em que as Festas do S. Paio da Torreira continuem a ser um cartaz de promoção e valorização da nossa Terra, a Murtosa.